PodCasts

05/05/2022

Maiores players de tecnologia perderam US$ 1,4 Trilhão em valor

As ações de Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft e Netflix perderam o equivalente a 80% do PIB brasileiro no mês de abril em relação a março como decorrência de aspectos macroeconômicos e mudanças de hábito. Esse foi um dos piores meses para essas empresas desde o início da pandemia e tem relação forte com a mudança nas condições macroeconômicas. Juros mais elevados, retirada de estímulos, mudanças nos hábitos de consumo e interrupções no fornecimento de insumos explicam a situação. A expectativa, concretizada recentemente, de juros mais altos nos EUA e nos demais países, como forma de conter a inflação, tem derrubado o preço das ações de todas as empresas de tecnologia porque elas dependem de financiamentos para seu contínuo crescimento, que ficou mais caro. A retirada dos estímulos concedidos aos americanos, que vem inflando os preços de ações, além do mercado imobiliário, traz um alerta de correção dos preços dessas ações no curto prazo. E esse ajuste está acontecendo. Enquanto isso, ações mais tradicionais sofrem menos. Apesar do resultado de algumas empresas ter sido positivo no 1º trimestre, como Apple e Microsoft, outras empresas estão sofrendo com mudanças de hábitos de consumidores, como a Netflix. Outro fator preocupante, para a Apple principalmente, é a quebra no fornecimento de insumos. Essas empresas apresentam um múltiplo preço da ação em relação ao lucro muito alto, como 30 vezes para a Netflix e 80 vezes para a Amazon no mês de março. Essas correções podem ainda acontecer, mas vale lembrar que são empresas de tecnologia, com muito potencial de crescimento.


04/05/2022

Na Super Quarta, juros americanos sobem em 0,5 p.p. e brasileiros em 1,0 p.p

Com isso, o Banco Central americano assumiu uma postura ainda mais contracionista e o Banco Central brasileiro deu continuidade na postura já assumida desde o ano passado. O que ainda está por vir? Para responder essa pergunta, é preciso entender o que foi apresentado nos comunicados dos dois bancos centrais e nos relatórios que serão divulgados posteriormente. No caso americano, a taxa foi elevada para 0,75% ao ano. No Brasil, a elevação levou a taxa de juros para 12,75%. O aumento de 0,5 p.p. foi o primeiro nessa magnitude em 22 anos, mas o problema é que a inflação americana é a maior dos últimos 40 anos. O comunicado do BC americano ressaltou o problema atual: “os gastos das famílias e o investimento fixo das empresas permaneceram fortes”. Para eles, a invasão da Ucrânia está causando enormes dificuldades econômicas e as implicações para a economia dos EUA são altamente incertas. O Fed lembra que os bloqueios relacionados à pandemia implementados na China “exacerbarão as interrupções na cadeia de suprimentos”. No Brasil, a pressão inflacionária se mostra resistente, principalmente puxada por preços regulados ou que sofrem interferência internacional. Combustíveis, gás natural, energia elétrica pressionaram os indicadores mais recentes, como o IPCA-15, trazendo razão para a elevação. A política pode continuar nessa mesma direção, mas cada vez mais próxima do seu fim, pois a inflação deve ceder mais daqui para a frente, resultado do efeito dos juros mais elevados e possíveis avanços numa maior abertura chinesa para o escoamento de produtos exportáveis.


03/05/2022

Qual inflação deve encerrar 2022 no maior patamar? Brasil ou EUA?

Com as cadeias produtivas desorganizadas e os excessos de estímulos econômicos nos EUA e demais países, o reflexo tem sido um crescente aumento nos índices de preços ao consumidor em ambos os países. Nos EUA e no Brasil, amanhã será dia de Super quarta, quando os bancos centrais dos dois países decidem sobre as taxas de juros da economia. A grande expectativa é se o Brasil vai continuar aumentando no mesmo ritmo a taxa de juros e se, nos EUA, o ritmo irá aumentar. Aqui no Brasil a inflação deveria começar a cair a partir de maio, principalmente com a retirada das bandeiras tarifárias nas contas de energia elétrica. O problema é que a retirada da bandeira tarifária veio acompanhada de um reajuste na tarifa normal, o compensando a queda. Já lá nos EUA, os estímulos excessivos criaram bolhas, como no mercado de imóveis, fazendo com que os preços de diversos produtos e serviços aumentassem consideravelmente. O preço da gasolina também subiu muito para os padrões de consumo americano, outro fator importante. Tão importante quanto saber o tamanho da elevação das taxas de juros a ser divulgado amanhã é saber o conteúdo dos relatórios a serem divulgados pelos comitês de política monetária dos dois países sobre as expectativas de inflação. A leitura trará luz sobre o ritmo da economia.


02/05/2022

Banco do Nordeste flexibiliza taxas de juros para financiamentos.

Com a mudança, os juros cobrados nos financiamentos em prol do desenvolvimento da região poderão ser fixos ou variáveis. A decisão vai ser do cliente na hora de contratar a operação, mas é preciso saber escolher. O Banco do Nordeste passou a adotar dois tipos de cobrança de juros sobre os financiamentos com recursos constitucionais do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE). Agora será possível optar por uma taxa pré-fixada ou pós-fixada, sendo a pré-fixada mais vantajosa neste momento. Mas é importante entender que foto não é filme. Ou seja, enquanto a taxa pré-fixada está mais vantajosa no curto prazo, pois o IPCA está muito elevado, impactando no cálculo da taxa pós-fixada, a tendência é que mude ao longo do tempo, principalmente em projetos de longo prazo. As taxas pré-fixadas estão abaixo de 10% ao ano e são recomendadas para operações que vencem nesse ano ou no começo do próximo, pois o IPCA ainda vai estar alto. Mas já em 2023, a situação vai inverter, pois a SELIC vai se manter elevada para fazer o IPCA convergir para a meta. Por isso é importante analisar bem os cenários de curto e longo prazos, pois a tendência é que os juros cobrados de forma pós-fixada se tornem mais baixos que os pré-fixados oferecidos no momento, com SELIC muito elevada. A única vantagem do pré-fixado é saber a taxa de antemão. A opção de escolher o tipo de taxa de juros vale para novos contratos. Os antigos poderão optar pela migração para a taxa pré-fixada, mas uma única vez e até 31 de dezembro desse ano. Ou seja, não poderão migrar de volta no futuro, caso a taxa pós-fixada fique mais atrativa.


01/05/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


29/04/2022

Taxa de Desemprego no 1º trimestre é a menor desde 2016

O IBGE divulgou que a Taxa de Desemprego teve leve queda de 11,2% para 11,1% no trimestre encerrado em março, na comparação com fevereiro. Esse percentual deveria ter aumentado por conta da sazonalidade do início do ano. O período do ano é de demissões por conta da virada de ano e das pessoas que foram contratadas para a produção e vendas do final do ano. A sazonalidade indica isso na série histórica. Nesse ano, o resultado foi diferente e houve manutenção de empregos, principalmente formais. Ao analisar a série histórica, chama a atenção que o patamar atingido pela taxa de desemprego é o mesmo de 2016. Este é um número importante, pois de 2015 para 2016 houve um forte crescimento na taxa de desemprego, de 8,0% para 11,1% com a crise econômica ocorrida na época. O rendimento médio do trabalhador recuou 8,7% em relação ao mesmo período de 2021 por conta do pico inflacionário que o país está vivenciando, mas houve um crescimento em relação ao trimestre encerrado em dezembro, quando a partir de janeiro o salário-mínimo foi reajustado. Apesar da inflação persistente, juros em alta e incertezas relacionadas à disputa eleitoral, o desemprego pode surpreender ao longo de 2022 com o contínuo crescimento das contratações com carteira assinada e a recuperação do setor de serviços, que mais emprega no país.


28/04/2022

Economia Americana surpreende negativamente com queda de 1,4% no PIB do primeiro trimestre

O resultado mexeu com o mercado que vem precificando uma elevação mais forte dos juros pelo FED para combater a inflação que atingiu 8,5% em março. Será que o FED vai mudar de postura? Os dados divulgados levam em consideração impactos negativos da Ômicron na economia americana, mas também uma queda significativa nas exportações de 6% frente a uma elevação das importações de 20% no mesmo período. Essa diferença tirou 3,2 pontos percentuais do PIB no período. No lado doméstico, porém, o resultado não foi tão negativo assim. Pelo contrário, os gastos dos consumidores aumentaram em 2,7% anualizados e o investimento empresarial aumentou em 9,2%. Espera-se que no próximo trimestre a situação se reverta, ou entrará em recessão técnica. A inflação acumulada de 8,5% em março, maior desde 1981, levou o presidente do FED, Jerome Powell, a se posicionar mais agressivamente na elevação dos juros, o que trará impactos aos mercados de países emergentes, derrubando o valor das moedas, gerando inflação e juros altos. O impacto do aumento dos juros de forma mais agressiva também vem derrubando as bolsas americanas, pois os juros ficam mais caros para financiar as empresas de tecnologia e empurram investidores para os títulos de renda fixa, com a promessa de maiores retornos sem risco. Com essa notícia de queda do PIB americano, fica a dúvida se esse posicionamento vai realmente acontecer na próxima reunião do FOMC agora em maio, quando irão decidir sobre as taxas de juros lá nos EUA e que poderão impactar no câmbio e decisões de juros dos demais países.


27/04/2022

O que vai acontecer no Brasil se o FED for mais agressivo no aumento de juros?

Relatório do Credit Suisse aponta para preocupações adicionais caso o FED aumente a taxa de juros de forma mais incisiva, estilo Volcker na Década de 80. Impactos serão sentidos por mais tempo. Um pequeno aumento nos juros americanos trará pouco impacto ao Brasil, que iniciou a elevação da SELIC no ano passado, de 2% para 11,75%, se blindando contra uma alta moderada dos juros nos EUA. O Real se beneficiou com o diferencial de juros, além da alta das commodities. Mas se Powell aumentar muito os juros, num estilo Volcker da Década de 80, a coisa ficará feia, segundo o Credit Suisse. Um aperto monetário mais forte nos EUA diminui o diferencial entre taxas de juros sobre as economias emergentes, depreciando as moedas em relação ao Dólar. O Credit Suisse estima que para um aumento de 1 p.p. nos juros americanos acima dos 3% ao ano esperados para o mercado até o final de 2023, o Brasil sofre os seguintes impactos: uma depreciação da taxa de câmbio real de 8% no primeiro trimestre depois da alta; um aumento na inflação de 0,4 p.p. ao longo de 8 trimestres; uma redução de 0,2 p.p. no crescimento do PIB em relação ao trimestre anterior ao longo de 4 trimestres; e, um aumento de 0,7 p.p. da SELIC ao longo de 4 trimestres. Com isso, a inflação ficaria acima do teto da meta em 2023 e 2024.


26/04/2022

Ele voltou! O Boletim FOCUS foi publicado hoje, depois de um mês

De lá para cá, a expectativa dos principais indicadores da economia brasileira sofreu alterações importantes que ajudarão o Comitê de Política Monetária (COPOM) decidir sobre os juros na primeira semana de maio. Os funcionários do Banco Central estão em greve desde 28 de março, reivindicando um reajuste salarial de 27%, enquanto o Governo Federal tem oferecido o mesmo patamar de reajuste dos demais funcionários públicos, de 5%. Com isso, diversos relatórios importantes estão atrasados. O relatório dessa semana, que deveria ter saído na segunda-feira, incorpora dados levantados na semana passada junto às instituições financeiras e mostra a 15ª piora seguida na inflação e uma SELIC mais alta para este ano. No campo positivo, PIB mais alto e Dólar mais baixo. A previsão de inflação para 2022 aumentou para 7,65% em relação à anterior de 6,86%. Para 2023, também aumentou, agora para 4,00%. O teto da meta definido pelo Banco Central para este ano é de 5,0% e para 2023, ainda mais desafiador, de 4,75% e pode também não ser cumprido. A SELIC deve fechar 2022 em 13,25%, segundo o FOCUS, não mais em 13,00%. Agora está em 11,75%, mas deve aumentar pelo menos 1 p.p. na reunião de maio, seguido por aumentos menos intensos nas reuniões seguintes, a depender de como a inflação se comporte no Brasil. A expectativa de crescimento do PIB foi elevada de 0,5% para 0,65%, mas ainda abaixo do que o FMI preconizou na semana passada: crescimento de 0,8%. Essa melhora deve continuar nas próximas pesquisas, mas tem sido acompanhada de uma redução para 2023: 1% ao invés de 1,3%. Como a pesquisa reflete respostas da semana passada, o Dólar diminuiu sua cotação para R$5,00, mas nessa semana isso deve se desfazer, pois nos últimos pregões já se aproximou desse patamar e deve passar, por conta da elevação mais forte de juros anunciada pelo FED nos EUA.


25/04/2022

Oportunidade importante: FGTS poderá ser usado para quitar até 12 parcelas em atraso do financiamento imobiliário

A mudança amplia de 3 para 12 parcelas em atraso e permite a regularização de muitos financiamentos que foram impactados pela queda de renda com a pandemia. O Conselho curador do FGTS autorizou o uso do saldo para quitação de até 12 parcelas em atraso do financiamento imobiliário. Essa mudança é temporária, somente até 31 de dezembro, mas traz um alívio importante para muitas famílias que estão em situação de inadimplência grave. A situação de inadimplência grave ocorre quando o atraso é superior a 3 parcelas, quando o banco pode dar início à cobrança judicial que leva, invariavelmente, ao despejo do financiado e retomada do imóvel. Cerca de 80 mil contratos se encontram nessa situação precária. Mas apenas cerca de 40 mil contratos devem ser regularizados, pois não há saldo suficiente para alguns mutuários ou por falta de interesse em resolver a situação, segundo estimativas do Ministério do Trabalho. Hoje são mais de 5 milhões de contratos de financiamento imobiliário. Para os que estão regularizados também valeria a pena, pois a remuneração do FGTS é muito inferior aos juros cobrados nos financiamentos imobiliários ou pagos nas aplicações financeiras com a SELIC atual. A rigidez de uso dos recursos é penalizadora para os trabalhadores. A Remuneração do FGTS é de TR + 3%, que fica negativa, quando se desconta a inflação do período ou se compara a quaisquer outros investimentos considerados sem risco, como poupança e títulos do Tesouro. Ao longo do tempo, os recursos no FGTS perdem seu valor acentuadamente.