PodCasts

01/10/2020

Real encerra o mês de setembro como pior moeda global frente ao dólar no acumulado do ano.

Durante a pandemia, nenhuma moeda se desvalorizou tanto quanto o Real em relação ao Dólar, é o que aponta o Valor Data, em reportagem do @valoreconomico desta quinta-feira. Alguns fatores contribuíram para esta desvalorização cambial, entre eles o risco fiscal. Em 2 de janeiro o Dólar estava cotado em R$ 4,02. Já em 13 de maio chegou a R$ 5,90, no auge da pandemia. Na data de ontem, 30 de setembro, encerrou custando R$ 5,61. O futuro das finanças públicas no Brasil, que elevaram a dívida pública, foi o principal fator que impediu que o Real se beneficiasse da desvalorização global pela qual o dólar vem tendo, principalmente nos últimos 3 meses. No início da semana, o anúncio do Governo Federal, sobre o novo programa social que virá para substituir o Auxílio Emergencial e o Bolsa Família, o Renda Cidadã, trouxe ainda mais incertezas ao mercado, pois foi apresentado sem uma origem de financiamento bem definida, e juntamente com a notícia de que a reforma tributária ainda não é consenso para votação no congresso.


30/09/2020

Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) tem forte ágio em leilão depois do Novo Marco Legal do Saneamento.

Nesta quarta-feira (30) foi à leilão na B3, a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). O lance vencedor foi dado pela BRK Ambiental no valor de R$ 2,009 bilhões. Outras 6 empresas também participaram do leilão, mostrando a maior competitividade do Novo Marco Legal do Saneamento. A empresa privada vai ser responsável pelo saneamento básico da região metropolitana de Maceió pelos próximos 35 anos, e é a mesma que atua em Pernambuco na PPP da Compesa. Além da capital, outros 12 municípios farão parte do atendimento da empresa. O prazo fixado por contrato para a universalização do fornecimento de água potável para a região é de 6 anos, e 90% de esgotamento sanitário até o 16° aniversário do contrato. Hoje apenas 1/4 dos alagoanos da região metropolitana têm acesso a esgoto adequado e em torno de 59% de toda água tratada se perde antes de chegar as torneiras. Para reverter a situação, a Empresa BRK Ambiental terá que investir cerca de 2 bilhões de reais até o ano de 2026.


29/09/2020

Índice de Confiança do Setor de Serviços tem quinta alta seguida

A FGV divulgou que o Índice de Confiança do Setor de Serviços teve alta pela quinta vez consecutiva com 2,9 pontos, levando aos 87,9 pontos no mês de setembro. O Índice também mostrou que a trajetória ascendente do indicador é desigual entre os segmentos do setor. No auge da crise no mês de abril, o Índice marcava 51,1 pontos, o que demonstra uma forte retomada no setor, porém abaixo do período pré-pandemia, que era de 94,4 no mês de fevereiro. Um ponto que chamou atenção dentro do indicador é que alguns segmentos não acompanharam o ritmo de crescimento. Os serviços prestados às famílias, que registraram a maior queda no trimestre (38,5 pontos), não conseguiram recuperar sequer metade da confiança perdida (47,5%). De todo jeito, dos 13 segmentos pesquisados, 11 apresentaram variação positiva na passagem de agosto para setembro. O Índice de Expectativas (IE-S) cresceu 5,4 pontos, para 98,9 pontos, igualando-se ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2020).


28/09/2020

Governo Federal apresenta o Renda Cidadã, programa social que substituirá o atual Auxílio Emergencial.

Nesta segunda feira (28), o Presidente Jair Bolsonaro anunciou que há consenso para implementar o programa Renda Cidadã, que irá substituir o atual programa de Auxílio Emergencial, desenvolvido pelo Governo Federal durante a pandemia do COVID-19. Para implementar o novo programa de renda, haverá duas fontes de financiamento: Precatórios: o governo limitará o pagamento de precatórios a 2% da Receita Corrente Líquida. A sobra desse montante, hoje em R$ 39 Bilhões, será somado com o Bolsa Família. FUNDEB: 5% do valor extra aprovado para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica será destinado à proposta. Dessa forma, não será necessário criar impostos para financiar o substituto do Bolsa Família. O Valor e a abrangência do programa ainda não foram divulgados. O congresso ainda deverá debater e aprovar a proposta. Também foi anunciado que ainda não há consenso sobre a reforma tributária, o que foi visto de forma negativa no mercado, derrubando o Ibovespa. Para uso dos recursos do FUNDEB, Os beneficiários deverão atender exigências, como no formato do bolsa família, principalmente a manutenção dos filhos matriculados regularmente no ensino público.


28/09/2020

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado


25/09/2020

Reforma Tributária pode ser aprovada em negociação com aprovação de nova CPMF.

O Congresso, em negociação com o Governo Federal, busca destravar a Reforma Tributária. Para isso, seria necessário levar a “nova CPMF” ao debate no parlamento. Deputados governistas estão trabalhando na construção de um acordo nos bastidores, para a tramitação da PEC. O Presidente da Câmara declinaria de sua atual posição sobre o debate da nova CPMF e aceitaria pautar a criação do novo imposto sobre transações eletrônicas, que substituiria parte dos encargos sobre a folha. O imposto entraria como uma emenda na PEC 45, assim tramitando em regime de urgência. Outro ponto que seria levado em conta é o aumento do desemprego durante a pandemia da COVID-19. Com a desoneração da folha, acredita-se que facilitaria a contratação, já que durante a abertura gradual da economia as agências de emprego têm apresentado um aumento significativo na busca por vagas no mercado de trabalho.


24/09/2020

Banco Central divulga Relatório Trimestral de Inflação de Setembro.

Nesta quinta-feira (24), o Banco Central (BC) divulgou o Relatório Trimestral de Inflação de Setembro. O relatório apresentou a previsão da inflação para o ano de 2020, em 2,1%, bem abaixo do centro da meta definida pelo BC, de 4%, e que demonstra uma preocupação menor em relação ao pico momentâneo de inflação que se deu nos últimos levantamentos do IPCA. Este cenário indica uma manutenção da taxa SELIC em seu patamar atual de 2% ao ano até o fim do próximo ano de 2021. Os indicadores do relatório ainda apontaram que a previsão para a inflação do próximo ano é de 3%, permanecendo abaixo do centro da meta de inflação adotada pelo BC. O relatório também apresentou uma revisão do PIB, em comparação ao último relatório divulgado pelo BC no mês de junho, que era de -6,4%, para -5%, destacando-se a agropecuária com crescimento positivo de 1,3%. Já a queda do setor industrial que anteriormente era de -8,5% foi revisada para -4,7%. O setor de serviços no relatório de junho apontava queda de 5,3%, e agora -5,2%, lembrando que o setor de serviços representa mais de 70% do PIB nacional. A previsão para o ano de 2021 é de crescimento do PIB em torno de 3,9%, acima das previsões apontadas por outros analistas.


23/09/2020

Prévia da inflação tem maior taxa para setembro desde 2012, com alta de 0,45%.

O IPCA-15 divulgado nesta quarta-feira (23) pelo IBGE apresentou alta de 0,45% em setembro, sendo a maior para o mês desde 2012, quando ficou em 0,48%. Este dado traz um alerta sobre um possível retorno da inflação, principalmente pela aceleração em relação ao índice de agosto, quando ficou em 0,23%. Alguns fatores que contribuíram para a elevação do índice foram a alta nos preços dos alimentos e bebidas, que subiram 1,48% no período, os produtos que influenciaram esses números foram principalmente o aumento do preço da carne (3,42%), tomate (22,53%), óleo de soja (20,33%) e arroz (9,96%). Já o setor de transportes teve sua alta nos preços devido à elevação nos preços dos combustíveis como a gasolina que ficou 3,19% mais cara. No ano, a prévia da inflação acumulou alta de 1,35% e, em 12 meses, atingiu 2,65%. Este percentual não assusta os investidores ainda pois está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%.


22/09/2020

Receita Federal aponta que valor médio diário de vendas em agosto teve alta de 13,4%.

Nesta terça-feira (22) a Secretaria da Receita Federal divulgou que o indicador que mede o valor médio diário das vendas no Brasil no mês de agosto teve um crescimento de 4,4% superior ao registrado em julho de 2020 e 13,4% superior ao de agosto de 2019. O valor médio diário de vendas no mês de agosto de 2020 foi de R$ 26,8 bilhões. Se considerado apenas o comércio eletrônico, a média diária registrada em agosto foi 48,6% maior que a verificada no mesmo mês de 2019. O aumento do das vendas na internet ajudaram a impulsionar as ações de varejo no Ibovespa durante essa pandemia. A ferramenta utilizada para medir as vendas pel Receita é a emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e) que têm em sua composição, principalmente, as vendas de empresas de médio e grande porte, assim como as vendas não presenciais de empresas para pessoas físicas. Os setores de maior destaque na emissão das notas ficais eletrônicas são o comércio e a indústria, com mais de 90% das emissões, serviços seguem com 5%. O comércio apresentou os melhores resultados no mês de agosto, com a média diária de vendas com a NF-e em R$ 10 bilhões, o que indica aumento de 1,7% em relação ao mês anterior. O setor industrial apresentou seu melhor desempenho desde o início da pandemia com vendas médias diárias de R$ 14,2 bilhões, alta de 9,8% em relação a 2019 e de 5,4% em relação a julho de 2020. Outro indicador de retomada do aquecimento da atividade econômica é o Indicador de Demanda do Consumidor por Crédito, feito pela Serasa Experian, mostrando que houve uma alta de 0,7% na procura por crédito em agosto de 2020 frente ao mesmo mês do ano passado, primeiro resultado positivo após 6 seis quedas seguidas.


21/09/2020

Ibovespa fecha em queda de 1,3%, acompanhando movimento de baixa internacional

Ibovespa acompanha movimento de queda nas bolsas e fecha em queda de 1,3% nesta segunda feira (21). Este é o menor patamar dos últimos 3 meses. O desempenho negativo dos negócios na bolsa brasileira ocorre em linha com o exterior, onde as bolsas asiáticas já fecharam em queda e os índices acionários na Europa e Estados Unidos trilharam o mesmo caminho. Em Nova York, Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 recuaram. Um dos motivos que fizeram o mercado financeiro ter essa reação foi a retomada do COVID-19 na Europa, fazendo o investidor ficar a avesso ao risco. Alguns países como Índia e Irã também demonstram preocupação com uma possível segunda onda de contaminação do vírus. O petróleo foi negociado em queda, com temor de novos confinamentos pela COVID-19 e retomada da produção na Líbia. Outro motivo de preocupação para os investidores foi a megainvestigação de um consórcio de jornalistas internacionais que revelou que grandes bancos podem ter movimentado US$ 2 trilhões em transações com dinheiro ilegal nas últimas duas décadas. A revelação coloca em xeque o comprometimento do setor na prevenção à lavagem de dinheiro. Entre os citados estão o HSBC e o J.P. Morgan.